terça-feira, 4 de setembro de 2012

Levantamento Bibliográfico

Como o prof. já havia pedido nas aulas anteriores, para que produzíssemos  uma ficha a cerca de uma das referências bibliográficas escolhidas, segue aqui a minha ficha,  a qual também foi postada na wiki:


Estudo indica que as meninas não são piores em matemática do que os meninos

O número relativamente baixo de mulheres com habilidade para a matemática era indicado como, simplesmente, consequência de diferenças biológicas entre homens e mulheres.


Um novo estudo internacional, da Universidade de Wisconsin-Madison, lançou dúvidas sobre a ideia de que as diferenças entre homens e mulher são estritamente biológicas.

Estudos anteriores tendiam a se concentrar em um número limitado. O novo estudo observou escolas em 86 países. Uma nova constatação poderá mudar o ponto de vista das pessoas com relação às diferenças dos gêneros; as diversificações de desempenho podem ser causadas por fatores sociais - ou seja, a atitude de cada país em relação às mulheres.

Janet Mertz, autora do estudo e professora de oncologia da Universidade de Wisconsin-Madison, lembra que há muito tempo pesquisas sobre as diferenças entre homens e mulheres são feitas, mas "o que mudou é que muitos mais países orientais são participantes, o que permite uma melhor análise devido às diferenças culturais”.

O estudo

"Nós descobrimos que os meninos - bem como meninas - tendem a ser melhor em matemática quando situados em países onde as mulheres têm uma maior igualdade e isso é importante", diz Kane. "Faz sentido que quando as mulheres são bem educadas e ganham um bom salário, os resultados de matemática de seus filhos de ambos os sexos são melhores."

O estudo se baseou em dados do Programa Internacional de Matemática e Estudo da Ciência e do Programa International Student Assessment. O estudo Wisconsin também desmascarou a ideia proposta por Steven Levitt que a desigualdade dos gêneros não prejudica o desempenho das meninas em países muçulmanos, onde a maioria dos estudantes frequentam escolas para o mesmo sexo.

Levitt afirmou ter refutado a conclusão prévia dos outros pesquisadores que sugeriram que a cultura muçulmana em salas de aula (convivência apenas com pessoas do mesmo sexo) aumenta a capacidade de meninas para aprender matemática.

Ao examinar os dados em detalhes, os autores observaram outros fatores importantes. "As meninas que vivem em alguns países do Oriente Médio, como o Bahrain e Omã, teve, de fato, um desempenho fraco, mas os meninos tiveram ainda pior. O resultado encontrado não esta relacionado a qualquer cultura muçulmana ou a educação com um único gênero nas salas de aula", diz Kane.

Nos países mais ricos, a participação das mulheres na sociedade e salários mais justos foi o principal fator ligado à maior pontuação matemática para ambos os sexos.

Mertz e Kane recomendam o aumento do número professores qualificados em escolas de ensino médio, diminuir o número de crianças vivendo na pobreza e assegurar a igualdade de gênero. "Essas mudanças ajudariam a dar às crianças uma chance de sucesso”, diz Mertz.

Referência


 

Estudo indica que as meninas não são piores em matemática do que os meninos